Lucas ouviu: "Cruciate Ligament of Atlas", Cruciate
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Nojento, fedido, podre e cremoso. É assim que a banda de Florianópolis, Cruciate, nos introduz ao seu EP. São duas faixas com sabor de quero mais, riffs vorazes, timbre cru e brutal como a própria logo e capa sugerem, vocal de entranhas rasgadas com mãos nuas e bateria destrutiva, ainda que o groove do death metal oldschool esteja presente em trechos calculados.
A primeira faixa traz uma temática clássica do old school death metal: a decadência do cheiro apodrecido e o sabor adocicado da carne humana. "Smell of Decay" ataca os ouvidos desatentos sem aviso prévio, sem carinho, sem chance de ignorar. A letra composta com versos curtos sempre marca presença, uma navalha lírica que harmoniza perfeitamente com os power chords e fast picking imundos. É aquele som que você escuta com aquela cara:

A segunda faixa, "Name the Shame", grita o posicionamento político da banda de forma bastante explícita: sem espaço pra fascista no metal ou em qualquer lugar! A letra, assim como a primeira faixa, trabalha com versos curtos, pois aqui a mensagem é objetiva. O nazifascismo caiu, mas suas sementes ainda brotam lixos humanos que precisam ser derrotados. Devemos queimar esse solo podre antes que a desgraça se espalhe. Cruciate apresenta a solução da forma mais death metal possível, sem amor, sem tolerância, descanso pra fascista é debaixo da terra.

Vale a pena mencionar o single que a banda lançou recentemente, dia 13 de março de 2026. "Nekromantik" foi gravada ao vivo no festival Metal Massacre, e mostra que a banda não precisa de magia de edição pra fazer entrar o grosso. A música é uma homenagem direta ao clássico filme Nekromantik, de 1988. E, caro leitor, apreciador da arte gore, de filme trash, de nojeira, caso você ainda não tenha assistido essa obra, fica também minha recomendação. É daqueles filmes pra família toda assistir comendo pasteizinhos de carne moída.



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